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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

As piores e melhores sedes da Copa em saneamento

Manaus, Recife, Natal e Cuiabá decepcionam com menos de 40% do esgoto coletado e tratado, índice abaixo da média nacional, de 57%

                                                                                                                                                                              Roberto Carlo   Estádio Vivaldo Lima, antes do início das obras, em Manaus: capital amazônica tem pior saneamento entre as sedes da Copa 

São Paulo – O Brasil avança a passos lentos quando o assunto é saneamento básico, gargalo que se torna mais gritante com a aproximação da Copa 2014. Os números falam por si: menos de 40% do esgoto é tratado em coletado em Manaus, Recife, Cuiabá e Natal, quatro cidades-sede do mundial. 

O cenário preocupante é de um estudo do Instituto Trata Brasil, que avaliou os serviços de saneamento prestados nas 81 maiores cidades brasileiras, com mais de 300 mil habitantes, feito com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2009.
Entre as cidades-sede da Copa 2014, Manaus é a que registra os piores índices. Apenas 12% da população da capital do Amazonas tem sistema de coleta de esgoto. Em Cuiabá e Recife, quase dois terços da população não contam com o serviço - ambas as cidades coletam apenas 39% do esgoto. Outro destaque negativo, Natal tem só 32% de seus domicílios conectados à rede de dejetos.

No conjunto geral, em média, apenas 57% de todo o esgoto produzido no país é coletado por meio de um serviço público e só 39% da água consumida recebe algum tipo de tratamento. O restante vai parar na natureza. Estamos falando de 5 bilhões de litros despejados anualmente no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias do com impactos diretos à saúde pública.

Outra realidade
Curitiba, Brasília e Belo Horizonte estão no extremo norte do ranking, entre as 20 cidades com melhor serviço de saneamento. Primeira colocada entre as sedes da Copa, a capital paranaense ocupa o quinto lugar geral entre todas as cidades avaliadas, com 87% do esgoto coletado e 83% tratado. Em seguida, aparecem São Paulo (22º) e Porto Alegre (23º).

 Fortaleza (32º) e Salvador (35º) também apresentaram bom desempenho. Já a sede da final da Copa e das Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro ocupa apenas a 46ª posição geral. Além disso, a região metropolitana do Rio de Janeiro possui três municípios entre os 10 piores em saneamento, com índice de coleta de esgoto igual a zero: Duque de Caxias, São João do Meriti e Nova Iguaçu.

Avanços lentos
Nos últimos anos, o país evolui muito pouco numa área fundamental para a saúde. Entre 2003 e 2009, houve avanço de 2,9% no atendimento de água tratada, 12,1% na coleta e 7,8% no tratamento de esgoto. “Apesar de serem números relevantes, são muito baixos para um período de sete anos”, afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil.
No conjunto geral, o município de Santos, em São Paulo, é a cidade com os melhores índices de saneamento, com 96% da população atendida pela rede de esgoto. Porto Velho, em Roraima, o cenário é o mais desesperador: só 2% do esgoto é coletado.
Na tabela abaixo, você confere os índices de saneamento nas 12 cidades-sede da Copa 2014.

Cidade-sede Coleta Tratamento
fonte: Trata Brasil
Curitiba 87% 83%
Brasília 94% 71%
Belo Horizonte 100% 49%
São Paulo 91% 58%
Porto Alegre 100% 17%
Fortaleza 46% 68%
Salvador 70% 97%
Rio de Janeiro 69% 75%
Natal 32% 34%
Cuiabá 39% 22%
Recife 39% 64%
Manaus 12% 38%

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